Governo de Rondônia prepara campanha “Janeiro Roxo” de combate à hanseníase; doença pode causar incapacidade física

Brasil ocupa a 2ª posição no mundo em maior número de casos, entre os países que diagnosticam a doença, ficando atrás somente da Índia

Com o tema ‘Precisamos falar e agir!’ o Governo de Rondônia  está concluindo a programação em alusão ao mês dedicado ao combate à hanseníase e ao estigma que a doença carrega. A campanha tem por objetivo chamar a atenção para o tema e esclarecer à população sobre sintomas, prevenção e tratamento. A doença pode causar incapacidade física, principalmente nas mãos, pés e olhos, mas tem cura. O Brasil ocupa a 2ª posição no mundo em maior número de casos, entre os países que diagnosticam a doença, ficando atrás somente da Índia.

O diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Gilvander Gregório de Lima destacou que, “quanto mais cedo a doença for diagnosticada, mais cedo a pessoa poderá ser tratada e assim evitar sequelas”.

Desde 2016 o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro e a cor roxa para campanhas educativas em todo o país. O evento é importante para que a população tenha mais informações sobre a doença e acesso a tratamento oportuno, a fim de que se busque a interrupção da cadeia de transmissão da mesma. Apesar dos esforços para o seu combate, a hanseníase ainda se mantém endêmica e constitui um problema de saúde pública.

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A programação para a campanha em Rondônia ainda está sendo finalizada, mas durante a sua realização serão desenvolvidas diversas atividades em todas as regiões do Estado, ações educativas e exames de contato dos pacientes. As atividades contam com material de divulgação como banners, cartazes, além de folders educativos que são distribuídos tanto para os profissionais de saúde quanto à população, em locais de grande aglomeração e circulação de pessoas.

A semana de 15 a 22 de janeiro foi escolhida como a Semana “H”. “Pessoas que apresentarem quaisquer sinais e sintomas suspeitos da doença devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para avaliação médica”, orienta o diretor-geral da Agevisa.

SINAIS DA DOENÇA

• Uma ou mais manchas de cor variada: esbranquiçada, avermelhada ou acastanhada;
• Mancha com diminuição e/ou perda de sensibilidade, pele seca e queda de pelos;
• Dor, sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e pernas;
• Nódulos (caroços) no corpo, avermelhados e dolorosos;
• Diminuição da força muscular das mãos, pés ou face.