Semusa realiza educação em saúde sobre cuidados de combate à dengue

Bairros com maiores índices de infestação do mosquito Aedes aegypti receberam a atividade

Com o objetivo de reforçar os cuidados de combate à dengue, a Prefeitura de Porto Velho, através da Divisão de Controle de Vetores, da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), ampliou as atividades de educação em saúde com orientação aos moradores dos bairros Cidade Nova, Cidade do Lobo e Novo Horizonte, todos na zona Sul da cidade.

Os bairros que receberam a ação são os que possuem os maiores índices de infestação do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika, segundo resultado obtido através do último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado em novembro.

Maria de Fátima considera que o trabalho feito na escola faz dos alunos multiplicadores
Maria de Fátima considera que o trabalho feito na escola faz dos alunos multiplicadores

AÇÃO NAS RUAS

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Para evitar a proliferação do mosquito, os Agentes de Combate à Endemias (ACE) visitaram estes bairros nas últimas semanas de novembro. As equipes do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), da Semusa, levaram serviços de orientação e educação em saúde para os moradores da região.

Segundo o Agente de Combate à Endemias, Reinaldo Maia, além do diálogo individual com os cidadãos, as equipes também colaram cartazes com informações relevantes sobre o combate à dengue em comércios, escolas e locais com maior circulação de pessoas.

“Esse trabalho de educação e conscientização à saúde que é desenvolvido pela Semusa é para explicar aos moradores que eles precisam manter os cuidados de combate à dengue. Aqui, nesses cartazes, eles têm todas orientações desta situação”, explicou Reinaldo.

O comerciante Silas diz que a ação é fundamental para reforçar os cuidados
O comerciante Silas diz que a ação é fundamental para reforçar os cuidados

Silas Elias é comerciante há aproximadamente dez anos, no bairro Cidade Nova. Ele recebeu o serviço em seu estabelecimento e relatou que a atividade é fundamental, pois reforça a necessidade da população em manter os cuidados para que o mosquito Aedes aegypti não se reproduza. “Essa atividade é muito boa para a população, pois as pessoas vêm ao mercado fazer as compras do dia a dia e já têm a oportunidade de ficarem cientes dos cuidados com a dengue”, relatou Silas.

Os Agentes de Combate à Endemias também entregaram panfletos e pregaram cartazes em escolas. A diretora do colégio Manoel Aparício Nunes Almeida, também na zona Sul, Maria de Fátima, enfatiza que o serviço é importante para a saúde pública.

“Esse olhar para as nossas crianças é muito necessário, pois, através delas, nós faremos a conscientização dos cuidados para prevenir essa doença, porque sabemos que a dengue é real, mas, se a gente fizer a nossa parte, podemos manter o controle”, frisa.

O material impresso como folhetos é rico em informações sobre a doença e a prevenção
O material impresso como folhetos é rico em informações sobre a doença e a prevenção

Além disso, como parte da rotina, os servidores da Semusa também percorreram ruas de outros bairros da região e passaram orientações para os moradores sobre a importância de não manter água parada e evitar a exposição de lixo domésticos.

DENGUE

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, que pode se apresentar de forma benigna ou grave, dependendo de alguns fatores, entre eles: o vírus envolvido, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como doenças crônicas, como diabetes, asma brônquica, entre outras.

A transmissão se dá pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que é reproduzida através de água parada. Não há transmissão pelo contato direto com um doente ou suas secreções, nem por meio de fontes de água ou alimento. De acordo com o último LIRAa, o lixo é responsável por 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Nos bairros que receberam a ação foram detectados maiores índices de infestação
Nos bairros que receberam a ação foram detectados maiores índices de infestação

NÚMEROS

Em Porto Velho, de acordo com dados do DVS, do início do ano até novembro, 1.007 casos da doença foram confirmados. O mês que registrou a maior alta foi em janeiro, com 385 registros, justamente época do período chuvoso. Apesar disso, esses números de casos de dengue estão bem abaixo de todo o registro do ano passado, quando 1.963 pessoas tiveram a confirmação da doença.

Mas, esse dado não expõe a necessidade de relaxar. Essa conscientização da população precisará ser ainda mais reforçada no período que se aproxima, uma vez que começam as chuvas, época líder em elevação dos casos de dengue pelo país.

“Essa contribuição da população é necessária. São coisas simples, que dá pra gente fazer, e todos precisam entender que o melhor trabalho de combate à dengue é a limpeza, explicou a subgerente do Núcleo de Controle de Endemias, Malária e Dengue, Jussara Alves.