sábado, setembro 19, 2026
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Ministério da Saúde reforça assistência no SUS para travar o avanço da doença renal

A nova medida integra consultas, exames e procedimentos num pacote único de cuidados, com um aumento significativo nos valores de financiamento para a rede de saúde.

Logótipo e instalações do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde anunciou a ampliação e a qualificação dos cuidados especializados destinados a pacientes com doença renal crónica através do Sistema Único de Saúde (SUS). O propósito central desta medida é assegurar uma assistência em tempo útil, evitando o agravamento do quadro clínico e reduzindo a ocorrência de casos severos.

Inserida no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, a nova estratégia de organização dos cuidados agrupa consultas, exames e diversos procedimentos de forma integrada. Com esta alteração, os valores de financiamento repassados sofreram aumentos que chegam aos 360%. A título de exemplo, o valor destinado à preparação de um paciente para a hemodiálise subiu de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.

Integração de cuidados e novos tratamentos

Este novo modelo estrutural opera através das chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). Na prática, trata-se da disponibilização de um pacote que reúne todas as intervenções médicas e terapêuticas necessárias ao paciente, ajustadas à fase específica da sua doença e às suas necessidades. Este pacote abrange consultas de especialidade, exames laboratoriais e de imagem, além de garantir um acompanhamento contínuo por equipas multiprofissionais.

A tutela sublinha que a iniciativa visa encurtar o tempo de espera entre as diferentes etapas da assistência, bem como preparar atempadamente os doentes que necessitem de iniciar a terapia de substituição renal.

Adicionalmente, houve uma atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Anemia na Doença Renal Crônica. O documento passou a incorporar no SUS novas opções de tratamento para a anemia associada à patologia, nomeadamente a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica.

Foco na preparação para o transplante

O transplante renal é outra vertente que integra a linha de cuidados e que beneficia diretamente com esta reestruturação. O acompanhamento através das OCIs permite uma identificação e um encaminhamento mais precoces dos doentes com indicação para avaliação de transplante, ocorrendo muitas vezes ainda antes do início da diálise.

As regras do Sistema Nacional de Transplantes estipulam que as pessoas com doença renal crónica em estádios avançados, mesmo que ainda não façam diálise, devem ser orientadas sobre a possibilidade de transplante e ter acesso a uma avaliação especializada. Desta forma, o cuidado preventivo antes da diálise contribui fortemente para preparar os pacientes que possam ter indicação para receber um novo órgão.

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