Quatro homens foram presos em flagrante pela Polícia Militar (PM) após furtarem fios elétricos, ferramentas e equipamentos de uma construção localizada na Avenida Rio Branco, em Ariquemes (RO). A ocorrência aponta que três dos detidos são suspeitos de envolvimento direto no furto qualificado, enquanto o quarto homem foi preso por suspeita de receptação.
O caso começou a ser desvendado após a PM receber informações de que dois criminosos teriam fugido do local carregando os fios em uma motocicleta Honda Fan vermelha. Um policial de folga avistou uma moto com essas características na rua Glamur, setor São Luís. O condutor abordado alegou ter emprestado o veículo durante a madrugada. A pista levou as equipes até uma casa na rua Umuarama, no Jardim das Palmeiras, local apontado como esconderijo de um dos suspeitos.
Com o apoio de guarnições extras, a PM cercou o imóvel. Diversas pessoas tentaram fugir pulando muros, mas o responsável pela casa foi detido e materiais furtados foram recuperados. Outros dois envolvidos foram localizados na sequência, confessando a participação no crime e apontando o último comparsa, preso perto da base do Samu. Na obra alvo do furto, os invasores arrombaram o portão de ferro e retiraram toda a fiação elétrica do local. Segundo o proprietário, apenas os fios subtraídos custavam cerca de R$ 12 mil.
Análise Rondoniaqui: O mercado paralelo que fomenta o furto de fios
O furto de cabos e fios de cobre deixou de ser um crime de oportunidade cometido apenas por usuários de drogas e se consolidou como uma atividade lucrativa que abastece um forte mercado paralelo em Rondônia. O caso em Ariquemes, com um prejuízo superior a R$ 12 mil em uma única obra, ilustra como os criminosos atuam com rapidez e logística. A presença de um receptador entre os detidos evidencia o verdadeiro motor dessa modalidade criminosa: ferros-velhos clandestinos e empresas que compram o cobre derretido sem exigir nota fiscal. Enquanto a fiscalização sobre esses receptadores não for intensificada pelas autoridades estaduais, os furtos continuarão paralisando obras, hospitais e serviços de telecomunicação em toda a região.

















