sexta-feira, abril 3, 2026
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ONU acusa Kiev e Moscou de “execuções sumárias” a prisioneiros de guerra

As Nações Unidas acusaram hoje os exércitos de Moscou e de Kiev, em conflito desde 24 de fevereiro de 2022, de executarem sumariamente dezenas de prisioneiros de guerra durante a invasão russa da Ucrânia.

“Estamos profundamente preocupados com a execução sumária de 25 prisioneiros de guerra russos e de russos fora de combate”, bem como de “15 prisioneiros de guerra ucranianos”, disse Matilda Bogner, chefe da Missão de Fiscalização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia.

Segundo Bogner, a ONU documentou as execuções de russos pelas forças armadas ucranianas, “muitas vezes” realizadas “imediatamente após a captura no campo de batalha”.

A ONU tem conhecimento de cinco investigações realizadas por Kyiv que envolvem 22 vítimas, mas “não tem conhecimento de qualquer processo contra os perpetradores” desses crimes, acrescentou.

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Relativamente às execuções de 15 prisioneiros de guerra ucranianos “logo após a sua captura” pelas forças armadas russas, 11 delas foram perpetradas pelo grupo paramilitar russo Wagner, indicou Bogner.

A Ucrânia e a Rússia acusam-se mutuamente de maltratar prisioneiros, o que constitui crimes de guerra, desde que a invasão russa da Ucrânia.

O grupo Wagner está na linha de frente da luta pela cidade de Bakhmout, epicentro das hostilidades no leste da Ucrânia.

No início de março, um vídeo que mostrava a suposta execução de um prisioneiro de guerra ucraniano por soldados russos causou comoção na Ucrânia.

Em novembro, o Kremlin ficou indignado com dois vídeos que mostravam a suposta execução de uma dezena de soldados russos que acabavam de se render às forças ucranianas.

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