quinta-feira, março 19, 2026
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De Khamenei a Larijani: quem são os líderes mortos nos ataques ao Irã

Ataques de Estados Unidos e Israel atingiram figuras centrais do regime iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, em ofensiva que busca enfraquecer o governo e ampliar a pressão interna após duas semanas de conflito

© Iranian Leader's Press Office - Handout/Getty Images

A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã já dura duas semanas e, até o momento, não há perspectiva de fim. Desde os primeiros ataques, em 28 de fevereiro, nove figuras centrais do regime iraniano foram mortas.

Segundo o Exército israelense, as ações, classificadas como devastadoras, tiveram como objetivo atingir responsáveis pela repressão a protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro e criar condições para uma nova revolta interna capaz de enfraquecer o governo iraniano.

Ali Khamenei

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Ali Khamenei era o líder supremo do Irã, ocupando o posto mais alto do sistema político criado após a Revolução Islâmica de 1979. Ele foi morto no primeiro dia do conflito, em um ataque aéreo israelense ao complexo onde se reunia com assessores próximos.

De acordo com informações, uma reunião estava em andamento no momento do ataque, o que levou Estados Unidos e Israel a anteciparem a operação para tentar eliminar várias lideranças do regime de uma só vez.

Ali Shamkhani

Ali Shamkhani, de 70 anos, era uma das figuras mais influentes do país. Ex-chefe de segurança nacional e conselheiro de Khamenei, ele também morreu no dia 28 de fevereiro, pois participava da mesma reunião atingida pelo bombardeio.

O ex-militar teve papel relevante nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Mohammad Pakpour

Mohammad Pakpour havia sido nomeado comandante da Guarda Revolucionária Islâmica no ano anterior. Veterano da guerra contra o Iraque, ocupou diversos cargos militares até assumir o comando das Forças Terrestres da corporação em 2009.

Ele estava sob sanções da União Europeia desde 2021.

Mohammad Shirazi

Mohammad Shirazi também foi morto no primeiro dia do conflito. General do Exército iraniano, ele chefiava o Gabinete Militar do líder supremo desde 1989.

Como general de brigada, era responsável por coordenar as relações entre o alto comando das Forças Armadas e o líder supremo, sendo considerado peça-chave na estrutura de defesa do país.

Abdolrahim Mousavi

Abdolrahim Mousavi era chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã. Ele havia sido nomeado para o cargo por Khamenei poucos dias antes dos ataques.

Antes disso, desde 2017, era comandante do Exército. Segundo a imprensa iraniana, teve papel central no desenvolvimento de mísseis balísticos, drones e programas espaciais.

Em 2023, foi alvo de sanções impostas por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Austrália por violações de direitos humanos.

Aziz Nasirzadeh

Aziz Nasirzadeh ocupava o cargo de ministro da Defesa desde 2014. Antes, foi vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e comandante da Força Aérea iraniana entre 2018 e 2021.

Durante o conflito, tinha a responsabilidade de proteger a infraestrutura militar e nuclear do país.

Gholamreza Soleimani

Gholamreza Soleimani era comandante da milícia paramilitar Basij, ligada à Guarda Revolucionária e conhecida por atuar na repressão interna.

Segundo Israel, ele liderou operações contra manifestantes durante os protestos de janeiro, marcadas por violência intensa e prisões em massa.

Esmail Khatib

Esmail Khatib era ministro da Inteligência do Irã e uma das principais figuras da segurança nacional. Nomeado em 2021, comandava os serviços responsáveis por contraespionagem, segurança interna e operações no exterior.

Clérigo xiita, era considerado próximo de Khamenei e já havia ocupado cargos estratégicos no aparato de segurança do regime.

Ali Larijani

Ali Larijani foi morto em 17 de março. Como chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, era um dos políticos mais influentes do país e chegou a ser apontado como possível sucessor de Khamenei.

Ele atuava diretamente na condução da guerra, defendia a continuidade do conflito e também teve participação na repressão aos protestos e no programa nuclear iraniano.

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