As estradas brasileiras registaram 68 vítimas mortais durante o fim de semana prolongado associado ao feriado de Nossa Senhora Aparecida, compreendido entre sexta-feira e segunda-feira. O balanço oficial, divulgado pela Polícia Rodoviária Federal, contabilizou ainda 969 feridos resultantes de 926 ocorrências rodoviárias em todo o país. Durante este período, as autoridades inspecionaram quase 125 mil pessoas e veículos, o que resultou na detenção de 356 indivíduos e na apreensão de 2,2 toneladas de canábis e 34 quilogramas de cocaína.
A operação especial montada pelas autoridades dedicou particular atenção às vias de acesso aos grandes centros de peregrinação, nomeadamente o Santuário Nacional, em São Paulo, e o Círio de Nazaré, no Pará. Apesar do elevado fluxo de fiéis a circular a pé pelas bermas, a polícia confirmou que não se registaram acidentes graves a envolver romeiros nas principais rotas vigiadas. Num incidente isolado em Taubaté, um condutor alcoolizado atropelou três peregrinos, mas as vítimas escaparam sem ferimentos graves e o automobilista foi prontamente detido.
Infrações graves e o desafio da segurança em Rondônia
Ao longo de quatro dias de fiscalização intensa, os radares detetaram mais de 22 mil veículos em excesso de velocidade. Os agentes registaram também perto de quatro mil autuações por ultrapassagens irregulares e 747 ocorrências relativas a condução sob o efeito de álcool ou recusa em realizar o teste do balão.
A sinistralidade rodoviária documentada a nível nacional reflete um desafio constante que atinge diretamente o estado de Rondônia. Durante os feriados prolongados, o fluxo de ligeiros e pesados intensifica-se de forma dramática em vias cruciais como a BR-364, que liga os principais municípios rondonienses e serve de eixo essencial para o escoamento agrícola. A combinação de longas distâncias, o tráfego intenso de camiões e a imprudência em ultrapassagens mal calculadas agrava significativamente o risco de acidentes fatais na região amazónica. Os dados nacionais servem de alerta para a necessidade contínua de prudência e de reforço da fiscalização nas estradas do interior do estado, de forma a garantir viagens seguras para as famílias que se deslocam entre a capital e os polos agropecuários.















