O Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em articulação com a Polícia Federal (PF), desencadeou a “Operação YellowCode”. A ação policial tem como principal objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de operar um vasto esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro com ramificações nos estados de São Paulo e do Paraná.
De acordo com as investigações, iniciadas em setembro de 2025, o grupo criminoso desenvolveu um método sofisticado para o transporte dos entorpecentes: as drogas eram cuidadosamente ocultadas no interior de eletrodomésticos. Residentes na capital paulista recebiam estas encomendas, alegadamente adquiridas através da internet. O rastreio revelou que as postagens eram efetuadas por uma única vendedora a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná, tendo as autoridades identificado, até ao momento, 120 remessas com conteúdo suspeito.
Lavagem de dinheiro e a execução da operação
Para além do tráfico de estupefacientes, o Ministério Público destacou que a organização recorria a complexas práticas de lavagem de dinheiro com o intuito de dissimular os lucros milionários provenientes da atividade ilícita. A análise aos relatórios financeiros detetou movimentações de capital totalmente incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados pelos suspeitos agora sob investigação.
No âmbito da operação, as forças de segurança encontram-se a cumprir 14 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. As diligências decorrem em simultâneo em diversas cidades do estado de São Paulo — abrangendo a capital, São Caetano do Sul e Praia Grande — bem como nos municípios paranaenses de Foz do Iguaçu e Pinhais.
O desafio do combate ao tráfico em Rondônia
As táticas utilizadas pelos grupos criminosos a nível nacional servem de alerta constante para as forças de segurança no estado de Rondônia. Com a sua extensa faixa de fronteira e a presença de rodovias fundamentais como a BR-364, a região amazónica é frequentemente visada como rota de escoamento logístico para o tráfico de drogas internacional.
O recurso a métodos de dissimulação em mercadorias, semelhante ao desmantelado na “Operação YellowCode”, é um desafio recorrente nos postos de fiscalização rondonienses. A eficácia das operações de inteligência conjunta, envolvendo a Polícia Federal e os grupos especializados do Ministério Público, é vital para travar a entrada de estupefacientes em cidades como Porto Velho e Guajará-Mirim, garantindo a segurança e protegendo a juventude local das redes de criminalidade organizada.


















