Como militar da ativa, Bolsonaro teria de se vacinar

Desde o início dos anos 1970, militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica são obrigados, por lei, a se imunizar, "visando ao controle, à eliminação e à erradicação de doenças imunoprevisíveis"

A discussão que o presidente Jair Bolsonaro quer impor à população sobre a obrigatoriedade ou não de se tomar a vacina contra a covid-19 é uma falsa polêmica na história do chefe do Executivo. Militar de formação, Bolsonaro teve de se vacinar em 1974, quando ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras. Não se tratava de opção. Desde o início dos anos 1970, militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica são obrigados, por lei, a se imunizar, “visando ao controle, à eliminação e à erradicação de doenças imunoprevisíveis”.

Essa determinação tem sido regulamentada e atualizada por seguidos decretos ao longo dos anos, com o “Calendário de Vacinação Militar”. Hoje são exigidas 11 doses de nove vacinas aos militares, uma lista que vai desde as tradicionais fórmulas contra difteria, tétano, sarampo, coqueluche, caxumba, rubéola e febre amarela, até hepatite B. A ordem abrange ainda quem está entrando para o ensino militar, em escolas militares, além do serviço militar obrigatório. Quem tem de 14 a 19 anos, ao ser incorporado pela Força, também precisa tomar a vacina contra o vírus HPV.

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