A administração da FIFA vai apresentar uma proposta para a transferência total de 25 milhões de dólares (aproximadamente 125 milhões de reais) para cada uma das 211 associações-membro durante o próximo ciclo de quatro anos. Este montante traduz-se num aumento de 15 milhões de dólares por federação, verba que terá origem na reserva financeira acumulada com os lucros do Campeonato do Mundo de 2026, torneio que assinalou a estreia do formato com 48 seleções.
A medida será apresentada ao Conselho da FIFA na próxima quinta-feira, estando a sua finalização prevista para o mês de dezembro. Posteriormente, a proposta será submetida a votação final no Congresso da instituição, agendado para março do próximo ano. A entidade que rege o futebol mundial estima atingir um excedente financeiro na ordem dos 5,6 mil milhões de dólares no ciclo vigente.
Distribuição de fundos e estratégia política
O orçamento previsto para o próximo quadriénio já contempla 2,7 mil milhões de dólares através do programa FIFA Forward 4.0, que assegura uma base de repasse de 10 milhões de dólares a cada federação. O novo plano de distribuição abrange também apoios substanciais para as confederações continentais e associações regionais, além de alocar fundos específicos para cobrir despesas logísticas com viagens e aquisição de equipamentos. Uma fatia adicional será destinada prioritariamente a financiar o desenvolvimento do futebol feminino e das categorias de formação.
Esta injeção de capital surge após o abandono do controverso plano de criação de uma empresa de capital privado para concentrar os direitos comerciais das competições. A atual proposta tende a reforçar a posição política do presidente Gianni Infantino, que enfrentou a oposição de organismos de peso como a UEFA e a CONCACAF, preparando o terreno diplomático para a sua recandidatura no sufrágio do próximo ano.
Oportunidades para o desenvolvimento em Rondônia
Os fundos internacionais de fomento desportivo, quando devidamente canalizados através da Confederação Brasileira de Futebol para as federações estaduais, representam uma janela de oportunidade crucial para regiões afastadas dos grandes centros desportivos, como o estado de Rondônia. A melhoria das infraestruturas e o apoio direto às categorias de base são medidas vitais para fortalecer os clubes do interior rondoniense, em cidades como Vilhena, Ji-Paraná e Cacoal.
O investimento estruturado no futebol de formação e nas ligas femininas locais tem o potencial de oferecer melhores condições aos jovens talentos da região amazónica. Esta profissionalização afasta os atletas da vulnerabilidade social e impulsiona a economia associada aos eventos desportivos, gerando empregos indiretos e promovendo a integração comunitária através do desporto.



















