Mantido no cargo, António Oliveira lamenta elenco curto e ’20 minutos catastróficos’

O treinador lamentou o elenco curto e o começo ruim para justificar o resultado. Irritado, ainda evitou falar sobre seu trabalho

Desanimado e com semblante fechado, mas mantido no cargo, o técnico António Oliveira teve de explicar mais um tropeço do Corinthians no Brasileirão. Após o empate por 1 a 1 diante do Cuiabá, na Neo Química Arena, o treinador lamentou o elenco curto e o começo ruim para justificar o resultado. Irritado, ainda evitou falar sobre seu trabalho.

“Será a primeira e última vez que vou responder (se está se sentindo pressionado). Já disse anteriormente, tem de perguntar ao Fabinho (Soldado, executivo de futebol), ao presidente (Augusto Melo). Só falo do que controlo e não entro nesse assunto”, abriu a entrevista o treinador.

Depois, explicou que vem sofrendo com os desfalques por lesão ou convocação e também pelas saídas. “Tem de perceber as expectativas. E ver o grupo que hoje se entregou de corpo e alma, teve atitude, entrega, alma. Forma muitos minutos em cima. Adversário fez gol em sua primeira chegada, depois teve lance que não foi pênalti. Foram 20 minutos catastróficos. Depois saímos para cima”, explicou.

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E garantiu que não brinca com os torcedores, tampouco a instituição. “Percebemos a dimensão do clube, mas tem de ver se o grupo está de acordo com a expectativa do torcedor”, questionou. “Digo a eles (jogadores) que não desistam e não vou desistir dele, mas o grupo é curto. Ano passado ficamos atrás desse adversário (Cuiabá) e com um grupo estável. Olha a quantidade de jogadores que saíram e quais entraram. O time foi reestruturado. Procura resultados e não desculpas e vou seguir meu trabalho. Mas é muito curto ter uma vitória.”

O volante Raniele, que fez a função de zagueiro desde a primeira etapa com modificação de António Oliveira, colocando Pedro Raul na vaga de Caetano, pediu mais atenção aos companheiros por causa da bobagem no começo da partida que custou o gol do Cuiabá.

“Acho que a autocrítica é mais no começo do jogo. A gente pagou pelos cinco minutos iniciais, entramos devagar, num ritmo abaixo do deles”, afirmou Raniele. “A gente sabia que eles iam vir num ritmo forte assim. E isso não pode acontecer de jeito nenhum. Deixamos eles com a posse de bola, deu o escanteio, deu o gol e aí desmonta todo o plano de jogo que você faz.”

O Corinthians volta a campo somente na segunda-feira, em dura visita ao arquirrival Palmeiras, no Allianz Parque. Sem ganhar desde a quarta rodada, a equipe pode entrar em campo na lanterna da competição.

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