Médico que defendia cloroquina admite que não reduz mortalidade da Covid

No início da tarde desta segunda-feira, 18, um grave acidente ceifou a vida de dois motociclistas na BR364 em Cacoal.

Didier Raoult, o médico francês que publicou estudos controversos que, na sua perspetiva, demonstravam a eficácia da hidroxicloroquina contra o novo coronavírus, admitiu, pela primeira vez, que o tratamento não reduz a mortalidade da Covid-19, seis meses depois da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter chegado à mesma conclusão.

Num relatório publicado a 4 de janeiro no Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia da França, a equipa de Didier Raoult, aquele que era o maior promotor do uso da hidroxicloroquina, admitiu que o fármaco não reduz a mortalidade da Covid-19.

Recorde-se que a OMS anunciou a suspensão do uso de hidroxicloroquina e de lopinavir/ritonavir no tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19 em julho do ano passado, por falta de evidências da redução da mortalidade de pacientes infetados.

Em abril do ano passado, três eminentes médicos franceses recomendaram a aplicação do tratamento elaborado por Didier Raoult, num artigo publicado na página digital do diário Le Figaro, propondo a utilização de hidroxicloroquina quando surgissem os primeiros sintomas de coronavírus.

O medicamento acabou por ser descrito como “uma dádiva do céu” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (que inclusive a tomou quando esteve infetado), um sentimento ecoado pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.