Novo surto de coronavírus acende sinal de alerta na Coreia do Sul

Kim pediu aos cidadãos da região em torno de Seul, onde vivem 26 milhões de pessoas (mais da metade da população nacional), que evitassem quaisquer "reuniões não essenciais"

Um novo surto em um centro de logística nos arredores de Seul está causando o pior pico de infecções desde 5 de abril na Coreia do Sul, que registrou 79 novos casos do novo coronavírus nesta quinta-feira (28).

Dessas novas infecções, 68 são locais e 54 deles correspondem ao surto que afeta principalmente trabalhadores em um armazém comercial localizado na cidade-dormitório de Bucheon, a sudoeste da capital.

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No total, neste armazém da maior empresa de comércio eletrônico do país, a Coupang, foram detectadas na última terça-feira, 69 infecções relacionadas a esse surto.

O vice-ministro da Saúde, Kim Gang-lip, disse hoje em uma entrevista coletiva que o governo assume que o número de positivos relacionados ao surto de Bucheon “aumentará” à medida que mais testes forem realizados em indivíduos em risco e que existe uma “grande preocupação” devido à taxa de contágio desse surto.

As autoridades identificaram 4.159 pessoas que trabalham no local, visitaram ou tiveram contato direto com qualquer um de seus trabalhadores, e esperam ter testado todos eles hoje (já realizou mais de 3,4 mil testes de diagnóstico).

Kim pediu aos cidadãos da região em torno de Seul, onde vivem 26 milhões de pessoas (mais da metade da população nacional), que evitassem quaisquer “reuniões não essenciais” e que ficassem em casa o máximo de tempo possível.

Os 79 positivos identificados ontem representam o pior recorde para a Coreia do Sul desde 5 de abril, quando foram registrados 81 positivos, a grande maioria ligada ao surto na cidade de Daegu (sudeste), agora sob controle.

No total, o país asiático, que melhor controlou a pandemia até agora graças ao seu exaustivo sistema de rastreamento, testes em massa e isolamento de contatos, totaliza 11.344 infecções, das quais apenas 735 (6,5%) são casos ativos.

Além disso, 91,1% dos infectados já foram curados, enquanto 269 morreram, deixando uma taxa de mortalidade de 2,37%.