Gratificação de até R$ 15 mil para médicos gera conflito com outras categorias da Saúde

Servidores do João Paulo II realizaram um protesto por terem ficado de fora do plano de gratificação

A falta de médicos em Rondônia para atender a demanda de pessoas infectadas pelo COVID-19 se tornou mais um problema para a administração do sistema público de Saúde no Estado.
Para tentar frear a evasão dos médicos para outros, aonde a remuneração chega  a ser três vezes mais que a oferecida em Rondônia, o Governo decidiu conceder gratificações que chegam até R$ 15 mil para médicos da rede estadual de Saúde.
Porém, o que parecia ser uma tentativa de amenizar a falta de médicos acabou se tornando um ponto de conflito com as outas categorias de profissionais da Saúde que atuam na linha de frente.
De acordo com esses servidores que desempenham funções de técnicos de enfermagem, enfermeiros, auxiliares administrativos, entre outras funções de vital importância às unidades de Saúde a gratificação chegará ao teto de R$ 800.
Linha de frente
Outro problema que se formou é a definição do que seria a “Linha de Frente”, já que existem técnicos de enfermagem que alegam estarem trabalhando atendendo pacientes infectados e não foram colocados na lista daqueles que irão receber a gratificação.
Uma manifestação foi realizada em frente ao CEMETRON nesta semana por trabalhadores da Saúde que contestaram a discrepância entre a gratificação paga aos médicos e a eles.
Servidores do João Paulo II realizaram um protesto por terem ficado de fora do plano de gratificação.
SESAU
O secretário de Saúde Fernando Máximo já havia relatado à reportagem durante uma de suas coletivas de imprensa que a gratificação dos médicos é uma tentativa de evitar que mais leitos fiquem inativos por falta desses profissionais.
Segundo Máximo a carência de médicos no Estado levou à necessidade dessa oferta de gratificação.
Atualmente um médico do Estado ganha uma média de R$ 750 por plantão.