Hospital Santa Marcelina realiza o “PIT STOP DA HANSENÍASE”

Todos os anos o hospital realiza esta ação

Aconteceu hoje 07 de Julho, o “PIT STOP DA HANSENÍASE”, em alusão ao dia Estadual de mobilização para o controle da Hanseníase.

Foram escolhidos três pontos distintos da cidade para realização do evento. Na oportunidade foram entregues panfletos com orientação sobre a prevenção e diagnóstico precoce da Hanseníase.

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A ação foi realizada pelo Hospital Santa Marcelina, em parceria com a ONG NHR BRASIL e Instituto Escolar Somos Brasileiros ( IESB). Além da participação dos pacientes que fazem acompanhamentos no hospital e participam do grupo de autocuidado.

O enfermeiro Cleumar Nascimento, faz um alerta: “A hanseníase é uma doença que tem cura e o tratamento e diagnóstico precoce é o melhor remédio”. Hanseníase conhecer para não discriminar!

Hanseníase em Rondônia

Em Rondônia, o Programa Estadual de Controle da Hanseníase começou a ser estruturado na década de 90, graças ao compromisso da Enfermeira Wally Hirschmann, tornando-se um marco na história da implementação da política de controle da doença. Com sua competência e dedicação, esta profissional conduziu Rondônia a conquistas importantes, trazendo ao Estado o reconhecimento como referência nacional e internacional em reabilitação física na hanseníase. Sua capacidade aglutinadora e de liderança foi tão efetiva que, sob a sua coordenação, Rondônia fez parcerias por meio de projeto com a ONG Holandesa NHR – parcerias que persistem até hoje, nas áreas técnica financeira para ações de controle da doença.

Determinado a otimizar os resultados e os benefícios de campanhas e ações de controle da hanseníase em Rondônia, o Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), instituiu o dia 7 de Julho como o Dia Estadual de Mobilização para o Controle da Hanseníase, conforme lei estadual nº 3113 de 25 de junho de 2013. Este dia é uma referência ao nascimento da Enfermeira Wally Hirschmann (in memóriam). O objetivo da campanha é alertar a população sobre sinais e sintomas da doença, estimular a procura pelos serviços de saúde e mobilizar profissionais de saúde na busca ativa de casos, favorecendo assim o diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a prevenção das incapacidades.

A campanha também enfatiza a importância de examinar as pessoas que convivem ou conviveram de forma contínua e prolongada com os casos diagnosticados e alerta à população para buscarem os serviços de saúde ao menor sinal da doença, pois a transmissão se dá através do contato de uma pessoa doente sem tratamento para outra suscetível, por meio das vias respiratórias. O enfrentamento à hanseníase baseia-se na busca ativa de casos novos para o diagnóstico precoce, tratamento oportuno, prevenção das incapacidades e investigação dos contatos, como forma de eliminar fontes de infecção e interromper a cadeia de transmissão da doença.

O diagnóstico e o tratamento da hanseníase são ofertados pelo SUS e está disponível em unidades públicas de saúde.

Ressalta-se que no atual contexto vivenciado pela pandemia COVID 19, temos observado uma queda significativa na detecção de novos casos de Hanseníase, realidade em todo o território nacional e mundo. Fato muito preocupante, pois os casos existentes não diagnosticados precocemente poderão acarretar muitas complicações, principalmente incapacidades físicas e a manutenção da cadeia de transmissão.

Diante da gravidade observada ressaltamos que o atendimento a esses usuários deve ser mantido para que não haja interrupção do tratamento, bem como a descoberta de novos casos o mais precocemente possível, observando-se os devidos cuidados por se tratar de uma clientela que, na sua maioria, se enquadra no grupo de risco para a Covid 19.

SOBRE A DOENÇA – A Hanseníase é uma doença crônica, transmissível e de notificação compulsória. Possui como agente etiológico o Mycobacterium leprae, capaz de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), apesar da baixa patogenicidade poucos adoecem. Tem predileção pela pele e nervos periféricos, podendo cursar com surtos reacionais intercorrentes, o que lhe confere alto poder de causar incapacidades e deformidades físicas, principais responsáveis pelo estigma e discriminação às pessoas.

SITUAÇÃO ATUAL DA HANSENÍASE EM RONDÔNIA –  Rondônia apresenta indicadores epidemiológicos que expressam a magnitude da doença no estado. A Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde preconizam que uma área é considerada sob controle quando há o registro de 10 ou menos casos de hanseníase em 100.000 hab. Em 2020, Rondônia apresentou 351 casos novos da doença, com um coeficiente de detecção de 19,5/100.000 habitantes, que lhe confere a classificação de risco alto, conforme parâmetros do Ministério da Saúde. Outro indicador importante é o coeficiente de detecção em crianças (menores de 15 anos), que em 2020 detectou 13 casos novos, com um coeficiente de 3,14/100.000 hab, o que corrobora para a manutenção de risco alto. Observa-se uma diminuição de casos, em comparação com o ano anterior, em virtude da pandemia existente Covid-19.

 Em relação aos indicadores operacionais, nosso estado atingiu em 2020:

  • Proporção de cura nos anos da Coorte: 86,8 % (Parâmetros do Ministério da Saúde Regular 75 a 89%)
  • Proporção de contatos intradomiciliares examinados entre os registrados nos anos da Coorte: 89,3% (Parâmetros do Ministério da Saúde é Bom: ≥ 80%).