A Escola de Serviços Penais (Esep), em Porto Velho, acolheu esta quarta-feira a cerimónia de abertura do I Curso de Formação de Instrutor de Armamento e Tiro (IAT/2026). A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), terá a duração de duas semanas e envolve um total de 30 formandos. Entre os participantes encontram-se profissionais da Polícia Penal de Rondônia e do Acre, da Polícia Penal Federal, da Polícia Civil, da Polícia Militar rondoniense, da Casa Militar e do Gabinete de Segurança Institucional do Ministério Público.
Padronização técnica e protagonismo institucional
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que o programa é vital para reforçar a qualificação técnica dos agentes e garantir a uniformização dos procedimentos do dia a dia. Vanessa Krause, diretora da Esep, justificou a pertinência do curso com a atual escassez de servidores credenciados para a instrução, um obstáculo à disseminação eficaz de procedimentos operacionais pelas equipas da capital e do interior.
O secretário-adjunto da Sejus, Ebenézer Moreira, frisou que a formação assinala um marco de autonomia para a Polícia Penal de Rondônia, que deixa de necessitar de buscar capacitação noutras forças e passa a estar apta a partilhar conhecimento com outras instituições. Adicionalmente, Leandro Rocha, presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre, congratulou a iniciativa e salientou que a participação de um agente acreano servirá para multiplicar o conhecimento tático adquirido junto dos profissionais do estado vizinho.
Especialização e segurança nas fronteiras de Rondônia
A elevação do padrão técnico das forças de segurança assume uma importância crucial no estado de Rondônia. Com extensas áreas de fronteira internacional e vias fluviais e rodoviárias de elevada complexidade, o policiamento e a custódia prisional na região amazónica exigem um nível de preparação tática de excelência. A capacitação local de novos instrutores fortalece a autonomia logística de Rondônia, permitindo que o estado não só prepare melhor as suas equipas para o combate à criminalidade, mas também se afirme como um polo difusor de conhecimentos especializados para a segurança pública na bacia amazónica.
















