Trump ameaça China com tarifas sobre mais US$ 300 bilhões em produtos

As tensões entre as duas maiores economias do mundo aumentaram acentuadamente

O presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington (EUA).

As tensões entre as duas maiores economias do mundo aumentaram acentuadamente desde que as conversas que visavam a acabar com uma guerra comercial acirrada fracassaram no início de maio.

Embora Trump tenha dito nesta quinta-feira (6) que as conversas com a China prosseguem, não houve encontros bilaterais desde 10 de maio, dia em que ele aumentou em 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar.

“Nossas conversas com a China, muitas coisas interessantes estão acontecendo. Veremos o que ocorre… eu poderia aumentar ao menos outros US$ 300 bilhões, e o farei na hora certa”, disse Trump a repórteres, sem especificar quais bens poderiam se afetados.

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“Mas acho que a China quer fazer um acordo e acho que o México quer muito fazer um acordo”, disse Trump antes de subir a bordo do Força Aérea 1, no aeroporto irlandês de Shannon, para acompanhar as comemorações do Dia D na França.

Em Pequim, o Ministério do Comércio chinês adotou um tom desafiador.

“Se os Estados Unidos decidirem escalar as tensões propositalmente, lutaremos até o fim”, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, em boletim à imprensa.

“A China não quer travar uma guerra comercial, mas tampouco tem medo de uma. Se os Estados Unidos decidirem escalar as tensões propositalmente, adotaremos as contramedidas necessárias e salvaguardaremos resolutamente os interesses da China e de seu povo”.

O Ministério do Comércio também divulgou relatório sobre como os EUA se beneficiaram de anos de cooperação econômica e comercial com a China, afirmando que as alegações norte-americanas de que Pequim se aproveitou do comércio bilateral são infundadas.

“Desde que o novo governo dos EUA tomou posse, vem desconsiderando a natureza mutuamente benéfica e vantajosa da cooperação econômica e comercial China-EUA e advogando a teoria de que os Estados Unidos foram ‘derrotados’ pela China no comércio”, disse a pasta em relatório.

Depois de dizer que não houve progresso “suficiente” nas formas de conter a imigração quando os dois lados se encontraram na quarta-feira, Trump disse hoje aos repórteres que o México avançou nas conversas, mas que precisa fazer mais.