PF investiga esquema que pode ter causado mais de R$ 15 milhões de dano com extração ilegal de madeira em RO

Investigação aponta que empresas fictícias tentavam burlar o Sistema de Documento de Origem Florestal e tornar madeiras extraída de locais proibidos como "legais".

A Polícia Federal (PF) deflagrou na quinta-feira (25), uma operação para desarticular um esquema de fraude ao Sistema Oficial de Controle de madeiras extraídas da floresta. Segundo a PF, os criminosos possuem empresas fictícias e usam transações falsas de compra e venda de madeira, com o objetivo de obter saldo virtual para cobrir a comercialização de madeiras extraídas de locais proibidos e torná-las “legais”.

Quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos em Vista Alegre do Abunã (RO) em desfavor de madeireiras e pessoas físicas. A Justiça Federal determinou o sequestro e bloqueio de bens dos investigados, sendo R$ 15.802.668,25, apontado por Peritos Federais como representativo do dano causado.

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As madeireiras envolvidas tiveram as atividades suspensas por determinação judicial pelo prazo de 120 dias. Dessa forma, o Ibama, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sedam), a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) e a Receita Federal devem realizar o cumprimento da decisão.

Segundo a polícia, o caso envolve a prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, receptação e transporte ilegal de produtos florestais. Somadas, as penalidades podem chegar a 28 anos de reclusão e as madeireiras podem ser fechadas por sentença judicial.

Fake Wood

 

O nome da Operação Fake Wood se refere às madeiras ilícitas que foram tornadas “legais” pelo esquema criminoso.